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Grag Queen fala sobre turnê nos EUA, superação e nova fase  

Última atualização: 18 de maio de 2026 17:24
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10 Min Leitura
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Apresentadora do “Drag Race Brasil” relembra perrengues da turnê “Cósmica”, conexão com brasileiros fora do país e aposta em shows intimistas   Gente: notícias, fotos e vídeos de famosos, celebridades, entretenimento e mais.

Contents
A turnê “Cósmica” passou por 16 cidades dos Estados Unidos em um curto período. Qual foi o maior desafio dessa intensa agenda e o que mais te marcou nessa experiência?Você comentou sobre revisitar os Estados Unidos em um novo momento da carreira. O que mudou na forma como o público te enxerga hoje em comparação com a sua primeira turnê internacional?O encerramento da turnê aconteceu na Califórnia, com shows muito bem recebidos. Teve alguma apresentação ou momento específico que você guarda como símbolo dessa fase?Ao longo da turnê, você encontrou tanto brasileiros que vivem fora quanto um novo público internacional. Como foi essa conexão e o que mais te surpreendeu nessa troca?Agora, com o retorno ao Brasil e apresentações em formato mais intimista, voz e piano, o que o público pode esperar dessa nova entrega após uma turnê tão grandiosa?

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Apresentadora do “Drag Race Brasil” relembra perrengues da turnê “Cósmica”, conexão com brasileiros fora do país e aposta em shows intimistasDivulgação | Assessoria

Vencedora da primeira edição mundial do Queen of the Universe e apresentadora do Drag Race Brasil, Grag Queen atravessa um dos momentos mais intensos e consolidados da carreira. Após percorrer 16 cidades dos Estados Unidos com a turnê “Cósmica”, a artista retorna ao Brasil trazendo não apenas novas experiências profissionais, mas também uma visão mais madura sobre arte, identidade e conexão emocional com o público.

Conhecida pela potência vocal, performances teatrais e forte presença digital, Grag se tornou um dos principais nomes da cena drag internacional nos últimos anos. Desde que venceu o reality musical da World of Wonder e passou a integrar oficialmente o universo Drag Race, sua trajetória ganhou alcance global, ampliando também o interesse do público estrangeiro pela arte drag brasileira. Hoje, além da música, ela ocupa espaço de destaque no entretenimento internacional como uma das principais representantes brasileiras da cultura LGBTQIAPN+.

Em entrevista exclusiva ao portal IG Gente, Grag Queen falou sobre os bastidores da turnê internacional, relembrou um dos maiores perrengues da carreira, comentou a relação emocional com brasileiros que vivem fora do país e revelou detalhes da nova fase artística, agora mais intimista, focada em voz e piano. A artista também refletiu sobre amadurecimento emocional, terapia, autoconhecimento e o desejo de aprofundar ainda mais sua relação com a música.

A turnê “Cósmica” passou por 16 cidades dos Estados Unidos em um curto período. Qual foi o maior desafio dessa intensa agenda e o que mais te marcou nessa experiência?

Com certeza, o maior desafio é o maior medo de todas as drag queens do mundo: chegar no destino e a sua mala despachada não chegar também. Quem chegou foi o criador e a criatura ficou. A mala foi parar em Detroit, longe, longe, longe. E a gente estava meio assim, para baixo, que ia ter que cancelar o show, né? E veio a ideia de cantar desmontada, porque já estava lá e por respeito às pessoas. E eu pensei que ia ser uma coisa muito difícil e acabou sendo o maior perrengue, mas também uma das maiores histórias de superação aqui. Eu tenho muito orgulho de que tenha dado certo, que a gente não tenha cancelado.

Você comentou sobre revisitar os Estados Unidos em um novo momento da carreira. O que mudou na forma como o público te enxerga hoje em comparação com a sua primeira turnê internacional?

Na primeira vez que fui para os EUA, eu tinha acabado de vencer o Queen of the Universe. Foi já com certeza uma experiência fenomenal, mas eu era bem novata ainda, recém inserida na mídia e imprensa, então foi um processo bem ansioso para mim. Me senti sozinha várias vezes sem entender o que estava fazendo, muitas vezes processando só o momento, sabe? E tinha esse respeito de todas as queens, então, foi um grande choque, bem surreal! Agora, após muitos trabalhos terapêuticos e tudo… empoderada dos feitos e coisas, inclusive das coisas que somaram, como a oportunidade de ser host do Drag Race Brasil.

São vários acontecimentos na carreira que me modificaram ao retornar para os Estados Unidos e também modificou toda a experiência. A gente acabou fazendo bastante casa de show, saiu do ambiente da balada e tal, então foi realmente uma experiência bem diferente.

O encerramento da turnê aconteceu na Califórnia, com shows muito bem recebidos. Teve alguma apresentação ou momento específico que você guarda como símbolo dessa fase?

Eu lembro muito de estar em Palm Springs, na Califórnia, foi o último show e eu já estava com a voz cansada, com o espírito já ruindo, mas a arte drag me sustentava e me mantinha de pé. Estava linda, inclusive. Me recordo de ser uma cidade que venta muito, mano. Venta de uma forma que eu nunca vi na vida. Então, eu tinha que segurar a peruca, sair correndo até o carro, e até os meus cílios voavam, assim, fiquei com medo de dar um espirro, desmontar, e a sobrancelha voar longe.

Mas foi um show bem legal, onde eu ganhei várias notas altas de gorjeta na calcinha. Então, por vários motivos, com certeza esse show de Palm Springs vai me marcar. Fomos de carro, fomos ensaiando durante a viagem, conversando, compondo música, e com certeza isso marcou muito essa fase.

Ao longo da turnê, você encontrou tanto brasileiros que vivem fora quanto um novo público internacional. Como foi essa conexão e o que mais te surpreendeu nessa troca?

Então, acho que aqui dentro do Brasil a gente tem nossas bolhas, nossas tribos, nossas preferências e nossas diferenças. Mas quando a gente está lá fora, todo mundo é brasileiro, né? Porque não é fácil ser brasileiro lá fora, principalmente nos Estados Unidos. Principalmente também neste momento, em que o povo latino tem sido perseguido, humilhado e separado de todas as coisas.

Então é muito legal estar lá e ver que eles enxergam alguém que representa o Brasil, que leva o Brasil no peito e fala do Brasil. Eu sempre fiz isso desde o começo da minha carreira, quando tive a oportunidade de me representar lá fora.

Acho que eles se espelham nisso, e eu realmente faço questão de conversar. Dá para ver que existem olhos carentes de arte brasileira, de arte drag brasileira.

É como quando eu sentia vontade de comer comida brasileira e ia a um restaurante brasileiro: eu me sentia em casa, acolhida. Então eu realmente dava um boost nessa experiência para que eles se sentissem mais em casa, acolhidos, ouvidos, pudessem falar a própria língua e ouvir piada na língua deles e se sentir maioria, nesses momentos.

Agora, com o retorno ao Brasil e apresentações em formato mais intimista, voz e piano, o que o público pode esperar dessa nova entrega após uma turnê tão grandiosa?

Piano e voz é o que eu mais amo fazer. Eu, como cantora na empresa cantora (risos), adoro estar ali, com minha montação, minha voz, minhas escolhas de melodia, meu repertório, acho muito legal cantar as minhas músicas nesse formato, acho que isso nunca vai sair de moda: estar ali cantando com um bom piano.

Eu venho do musical, venho do teatro e venho dessa vivência de cantar em bar de jazz, então ali moram muitas das minhas referências. Isso vem também como resultado da experiência nos Estados Unidos, de entender que esse show mais intimista funciona: conversar com as pessoas, fazer piada, se jogar, deixar de lado todo o glamour, por mais que eu esteja ali, para ser gentil, emprestar meu corpo para o humor e, ao mesmo tempo, entregar qualidade vocal.

Então, é um momento em que eu quero que o povo me conheça e em que eu também quero me reconhecer. Isso também condiciona muito a minha voz e o meu corpo.

Estou muito feliz com a recepção. Os dois shows deram sold out, lotaram, e surgiram pedidos de show por todos os lados, querendo me ver cantar com voz e piano. Então podem esperar que vão ter mais e com certeza estou bombando, fazendo músicas em estúdio já, testando coisas para novas etapas, novos contratos, quem sabe novas temporadas.

Mas quero focar muito na música, para conseguir cantar, entregar o meu melhor e evoluir cada vez mais nesse lugar, para que todo o conjunto faça sentido, a estética, a música… é um balanceamento muito difícil, mas eu faço questão de não desistir. E é isso aí, vejo vocês pelo caminho. Beijos.

 

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