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Lendo: Ao vivo, Adriana Araújo dispara: “Noticiar as loucuras”.  
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Início » Blog » Ao vivo, Adriana Araújo dispara: “Noticiar as loucuras”.  
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Ao vivo, Adriana Araújo dispara: “Noticiar as loucuras”.  

Última atualização: 16 de junho de 2026 15:24
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6 Min Leitura
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Apresentadora critica decisão judicial envolvendo a mãe de Henry Borel e questiona argumentos usados na sentença   Gente: notícias, fotos e vídeos de famosos, celebridades, entretenimento e mais.

​

Adriana Araújo fala sobre caso HenryReprodução/X

Adriana Araújo, apresentadora do Jornal da Band, se tornou um dos nomes mais comentados após fazer um forte desabafo, ao vivo, na noite desta segunda-feira (15).

Leia mais: Adriana Araújo faz desabafo ao vivo no Jornal da Band: “Angústia”

Assim como em outros casos, a âncora fez questão de abrir o coração durante o telejornal e soltou o verbo sobre as atitudes da juíza Elizabeth Louro ao longo dos anos.

Para quem não acompanhou, Adriana Araújo questionou a postura da magistrada que cuidou recentemente do caso Henry Borel e fez um discurso ao conceder o perdão judicial para Monique Medeiros, mãe do menino.

Indignada com a decisão, a apresentadora do Jornal da Band usou seu espaço no telejornal. “Versão Elizabeth Louro 2011. Paixão maldita cega um homem. Ele perde a cabeça e degola uma mulher. Coitadinho, não merece ficar preso”, começou.

Em seguida, Adriana Araújo destacou a diferença entre as decisões de 2011 e 2026. “Versão Elizabeth Louro 2026. Monique Medeiros foi massacrada pela opinião pública, condenada pelo machismo. Coitadinha, merece perdão. Você conseguiu entender alguma coisa? Nem eu”, acrescentou.

A jornalista então deixou claro que, na sua visão, se a juíza compreendesse a luta das mulheres, jamais teria perdoado um feminicida. Da mesma forma, afirmou que a decisão mais recente não deveria ter interferido na condenação estabelecida pelo Tribunal do Júri.

Adriana Araújo no Jornal da BandReprodução/Internet

“Se a juíza compreendesse minimamente a luta das mulheres, a versão 2011 jamais teria perdoado um feminicida cruel. E a versão 2026 jamais teria atropelado o tribunal do júri que condenou Monique por omissão. Meritíssima, não é tão difícil entender. O que a sociedade está pedindo é punição rigorosa pra quem comete crimes bárbaros, seja homem ou mulher. Simples assim”, afirmou.

“Agora o que a gente já entendeu claramente é que a juíza não gosta de crítica. Mas vamos fazer o quê: noticiar essas loucuras e fazer cara de paisagem? Desculpa, mas não dá”, concluiu.

Vale destacar que o iG tentou contato com o II Tribunal do Júri da Capital do Rio de Janeiro, onde a juíza Elizabeth Louro trabalha, mas, até o momento do fechamento desta matéria, não obteve resposta. No entanto, o espaço continua aberto.

Caso Henry e perdão da juíza

Embora nem todo mundo saiba, Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, não foi absolvida pela morte do filho. Após os jurados concluírem que não houve dolo, ou seja, intenção de matar, a acusação foi desclassificada para homicídio culposo, o que permitiu à juíza Elizabeth Louro aplicar o perdão judicial, hipótese prevista no Código Penal.

Monique Medeiros, mãe do menino Henry BorelBrunno Dantas/TJRJ

Entretanto, é crucial destacar que o benefício não afasta o reconhecimento do crime, apenas dispensa a aplicação da pena quando se entende que as próprias consequências do ato causaram ao autor sofrimento tão intenso que a punição do Estado se torna desnecessária.

Na ocasião, ao fundamentar a decisão, a magistrada usou argumentos relacionados à maternidade, à discriminação de gênero e ao impacto emocional da perda do filho.

Na sentença, Elizabeth Louro destacou que Monique foi alvo de um tratamento diferente daquele que seria destinado a um homem. “Fosse o pai — e não a mãe — na mesma situação, nem sequer teria sido ele processado, como é regra nos processos de igual natureza”, declarou.

Por fim, a magistrada apontou uma “reação desproporcional e desmesurada da sociedade em face da conduta imputada à acusada Monique, na modalidade omissiva, claramente discriminatória de gênero, influenciada pela cultura patriarcal que lamentavelmente ainda norteia e permeia a mentalidade e as práticas sociais”.

Maracanã homenageia Henry Borel em data simbólicaFoto: Reprodução | Instagram
O médico e ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior em audiência sobre o caso Henry BorelFoto: Lucas Tavares/Agência O Globo – 14/06/2022
Monique Medeiros, junto do ex-vereador Jairo de Souza, o Jairinho, é acusada pela morte do filho Henry Borel.Foto: Pedro Ivo/ Agência O Dia
Julgamento caso Henry Borel Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Após infarto, principal advogado de Dr. Jairinho retorna ao júriFoto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Monique Medeiros, ré na ação e mãe do menino, passou mal durante depoimento de legistaFoto: Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Adriana Araújo na bancada do Jornal da BandFoto: Reprodução/@adrianaaraujo_
Adriana AraújoFoto: Reprodução/@adrianaaraujo_
Jornal da Band segue em terceiro lugar há três mesesFoto: Reprodução/Internet
Adriana Araújo detona perdão judicial no caso Henry Borel.Foto: Reprodução/Instagram

 

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