Especialista explica que alimentação ajuda no controle da doença, mas tratamento exige abordagem multidisciplinar Gente: notícias, fotos e vídeos de famosos, celebridades, entretenimento e mais.

A atriz Bárbara Reis revelou que precisou fazer mudanças radicais na rotina alimentar depois de descobrir uma doença crônica sem cura. A decisão de adotar uma dieta bastante restritiva foi motivada pela tentativa de controlar sintomas como inchaço e desconforto, o que trouxe o tema para o centro das discussões.
Em entrevista ao jornal Extra, a artista contou que reformulou completamente a alimentação. Entre as restrições, estão lactose, açúcar, álcool, pão, pizza e alimentos com glúten, além de outros itens que podem agravar o quadro.
De acordo com o cirurgião vascular Dr. Herik Oliveira, a doença evolui em estágios “No estágio inicial, a pele ainda é mais lisa, mas já existe acúmulo de gordura e sensibilidade na região. Com a progressão, surgem irregularidades, nódulos e aumento mais evidente do volume”, explica.
O especialista detalha que, nos quadros mais avançados, os sintomas tendem a se intensificar. “Nos estágios mais avançados, a pele pode ficar endurecida, com grandes deformidades e maior comprometimento da mobilidade. Também pode haver associação com linfedema, o que agrava o inchaço”, afirma.
Segundo o Dr. Herik Oliveira, identificar a doença precocemente faz diferença no controle. “Quanto antes o diagnóstico for feito, maiores são as chances de controlar a progressão e melhorar a qualidade de vida do paciente”, destaca.
Ele reforça que o tratamento vai além da dieta. “A alimentação anti-inflamatória ajuda, mas não é suficiente sozinha. O tratamento inclui exercícios físicos de baixo impacto como natação, hidroginástica, ioga , pilates, musculação, terapia de compressão nos membros inferiores, fisioterapia, drenagem linfática e, em alguns casos, cirurgia”, diz.
O médico também alerta para cuidados com restrições alimentares excessivas. “Dietas muito rígidas, sem orientação, podem causar prejuízos nutricionais. O acompanhamento multidisciplinar, com nutricionista, educador físico, médicos angiologista, endocrinologista, nutrólogo e fisioterapeuta, é fundamental para garantir equilíbrio”, conclui.
