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Campanha “Se liga ou eu ligo 180” orienta mulheres na folia  

Última atualização: 13 de fevereiro de 2026 00:24
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5 Min Leitura
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Encabeçado pelo Ministério das Mulheres, a ação reforça à responsabilidade coletiva e à denúncia no período de Carnaval   Gente: notícias, fotos e vídeos de famosos, celebridades, entretenimento e mais.

Contents
Canal de denúnciaO peso dos númerosPacto Nacional contra o feminicídio

​

CET-Rio prepara interdições para blocos de rua no Rio.Foto: Alexandre Macieira / Riotur

O glitter e o confete já ocupam as ruas do Brasil, mas para metade das mulheres brasileiras, a fantasia de Carnaval vem acompanhada de um acessório indesejado: o medo. Com o objetivo de transformar a cultura da “passada de mão” em caso de polícia, o Ministério das Mulheres lançou a campanha nacional “Se liga ou eu ligo 180” para este ano.

A estratégia para 2026 vai além do alerta à vítima, o foco agora é o entorno. O recado é claro: se o agressor não “se ligar” no limite, quem estiver por perto deve acionar o 180. “É um chamado à responsabilidade coletiva e à denúncia”, afirma a ministra das mulheres, Márcia Lopes. 

O Ministérios do Turismo, Igualdade Racial e Saúde aderiram a campanha para promover ações partindo de suas pastas para promover um Carnaval seguro. A campanha segue articulada nas secretarias estaduais com forte presença em pelo menos sete capitais, dentre elas se destacam as que tem maior fluxo na folia: Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Salvador (BA), Recife (PE) e Olinda (PE).

Canal de denúncia

O Ligue 180 é gratuito e disponível 24h por dia, todos os dias além de orientações, acolhimento e encaminha as denúncias. Este mesmo serviço opera no Whatsapp pelo número: (61) 99610-0180. 

“O Carvaval é espaço do prazer,  não da invasão. A campanha é um chamado para que os homens respeitem o limite e para que a sociedade não seja cúmplice do silêncio”, afirma a ministra.

O peso dos números

O peso da campanha é sustentado por estatísticas alarmantes. Segundo dados do Instituto Locomotiva (2024/2025), a percepção de insegurança é esmagadora: 73% das mulheres declaram ter medo de sofrer assédio sexual durante os dias de folia; 50% das brasileiras afirmam já terem sido vítimas de assédio em carnavais passados. O índice de vitimização de mulheres negras subiu para 52%, evidenciando o recorte racial da violência de gênero no Brasil.

Historicamente, o período carnavalesco registra picos de criminalidade sexual. De acordo com Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), os registros de importunação sexual costumam subir drasticamente em grandes aglomerações e aponta um cenário crítico de violência sexual no Brasil: Foram registrados 39.972 casos de importunação sexual nas delegacias em 2024, representando um aumento de 5% em relação a 2023. No Rio de Janeiro, o Observatório Judicial da Violência Contra a Mulher (TJRJ), reportou um crescimento contínuo de casos nos últimos três anos, consolidando a necessidade de intervenção direta do Estado.

Pacto Nacional contra o feminicídio

Assinado de forma inédita pelos representantes dos Três Poderes, no dia 4 de fevereiro, o “Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio” tem um só objetivo: reduzir a zero o índice de mortes violentas de muolheres por questões de gênero. O plano versa na ação integrada do Executivo, Legislativo e Judiciário. A norma é assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes.

“Pela primeira vez, quando a gente fala Todos por Todas, isso não é vazio, tem significado de compromisso ético. É o Legislativo, com quem nós também temos dificuldades, porque há parlamentares machistas e que maltratam as mulheres, as deputadas, há violência de gênero. E no Judiciário há também todo tipo de pessoas, de agentes públicos, sejam delegados, sejam policiais, sejam juízes, sejam promotores, e nós precisamos que este grupo esteja junto e, no Executivo, temos as políticas públicas e os serviços em funcionamento em todos os estados e municípios”, observou.

 

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