Influenciadora se tornou alvo de uma investigação minuciosa da Polícia Federal, envolvendo a transferência de altas quantias nas suas empresas Gente: notícias, fotos e vídeos de famosos, celebridades, entretenimento e mais.

As movimentações financeiras da Talismã Digital, empresa de agenciamento de influenciadores pertencente a Virginia Fonseca, passaram a ser alvo de investigação da Polícia Federal (PF). Segundo informações divulgadas pelo programa “Domingo Espetacular”, da Record, relatórios produzidos pela corporação com base em dados analisados após o encerramento da CPI das Bets apontam possíveis irregularidades fiscais, financeiras e indícios de lavagem de dinheiro.
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O principal alerta surgiu após uma análise do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que identificou uma movimentação de R$ 22,4 milhões nas contas da Talismã Digital em apenas sete meses, entre março e setembro de 2024.
Desse valor, R$ 21,4 milhões teriam sido movimentados por meio de 44 transferências via Pix, enquanto outros R$ 1 milhão entraram na conta da empresa através de TEDs (Transferência Eletrônica Disponível).
O ponto que mais chamou a atenção dos investigadores foi a origem de parte significativa desse montante. Cerca de R$ 17,7 milhões foram transferidos para a Talismã Digital pela empresa Amp Pay Marketing.
Segundo a reportagem, a empresa opera no regime tributário do Simples Nacional, modalidade que estabelece um limite de faturamento anual de R$ 4,8 milhões. Para a Polícia Federal, o fato de uma empresa enquadrada nesse modelo movimentar um valor quase quatro vezes superior ao teto permitido em favor de um único cliente pode indicar inconsistências operacionais e possíveis fraudes fiscais.
Em nota oficial enviada à Record, a equipe jurídica que representa Virginia Fonseca rebateu as suspeitas e declarou que não há qualquer ilegalidade nas operações da influenciadora. A defesa argumentou que a classificação de uma movimentação como “atípica” pelos órgãos de controle é um procedimento padrão de monitoramento e não se traduz, por si só, na existência de um crime ou irregularidade.
Posicionamento
Os advogados também negaram qualquer tipo de vínculo da Wepink, marca de cosméticos de Virginia, com indivíduos ou organizações ligadas ao crime organizado. Segundo a nota, a empresa dispõe de estrutura corporativa própria, mecanismos rígidos de governança, auditoria independente e atua em total conformidade com a legislação brasileira.
Procurada diretamente pela reportagem do iG para comentar o teor das investigações e os relatórios do Coaf, a assessoria de imprensa de Virginia Fonseca informou que a influenciadora não irá se manifestar publicamente sobre o caso no momento. As investigações da Polícia Federal seguem sob sigilo.
