Produtor musical reage a críticas sobre remasterização, expõe mágoas familiares antigas e expõe disputa envolvendo obra da cantora Gente: notícias, fotos e vídeos de famosos, celebridades, entretenimento e mais.

O primogênito de Elis Regina (1945-1982), João Marcello Bôscoli, abriu o coração pela primeira vez e falou publicamente sobre o ex-padrasto, o pianista César Camargo Mariano. O produtor musical e empresário criticou o pai de seus dois irmãos, Maria Rita e Pedro Mariano.
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Para quem não acompanhava o caso, eles se envolveram, há pouco mais de um mês, em uma briga por causa do legado da artista. Sendo assim, João reagiu às críticas feitas pelo músico em decorrência do projeto de remasterização do álbum “Elis 73”, considerado por César Camargo como “um desrespeito”. O pianista afirmou: “Jogaram nosso trabalho no lixo”.
Bastante sincero, durante uma conversa na casa O Fino da Bossa, em São Paulo, para a quinta edição do Prosa no Fino, o filho de Elis Regina falou sobre uma época conturbada.
“Eu fui uma criança que foi abandonada em casa depois da morte da mãe. Quando ele foi buscar os filhos dele, eu não estava em casa. Eu perdi minha mãe numa terça-feira e perdi minha família inteira na quinta. Porque ele foi buscar os filhos sem eu estar em casa. Para quem fez isso, na minha opinião, ele fala demais. Ele podia ficar quieto. Se ele quer dinheiro, faça em silêncio”, disparou.

Em seguida, o filho da compositora com o músico e jornalista Ronaldo Bôscoli pediu que o ex-padrasto, que foi o segundo marido de Elis, não atrapalhasse mais sua vida nem a memória da mãe.
Além disso, no mesmo evento, ele defendeu a postura da família em relação ao legado de Elis e afirmou que a polêmica, no fundo, acabou ajudando. “A mensagem que a gente quer passar sempre é: faça! Não vai dar nenhum tipo de problema. Essa discussão toda pública, no final das contas, aumentou a audição”, declarou.
Por fim, o produtor alertou para o risco de esquecimento em torno do trabalho da mãe. “O Pelé morreu e já é o décimo oitavo da FIFA. Eu não posso deixar isso acontecer com a Elis Regina. Cadê a Nara Leão? Cadê a Elizete Cardoso? É uma sorte que a Elis não tenha sido esquecida”, concluiu.

Apesar de tudo isso, no mesmo evento, João revelou que um novo álbum de Elis está previsto para novembro, com uma faixa inédita produzida com inteligência artificial.
Briga de João e César
Toda a confusão começou por causa da remasterização do álbum “Elis 73”, disco considerado um dos mais emblemáticos da carreira da cantora, no qual César atuou como diretor musical, arranjador e pianista.

Na nova versão, João assinou as orquestrações do projeto, relançado pela Universal Music Brasil. Entretanto, para César, as alterações desrespeitaram o trabalho original. Em publicação nas redes sociais, no dia 20 de março, ele afirmou ter ouvido as novas versões “com tristeza”.
César também disse que houve mudanças nos compassos de várias canções. “Não se pode mexer tecnicamente em uma obra final a este ponto, alterar os planos de mixagem, a voz, os arranjos, os timbres dos instrumentos”, escreveu.
Já no começo de abril, ele enviou uma notificação extrajudicial à Universal Music Brasil sobre o projeto.





