Dupla goiana grava DVD em ponto de ônibus e fala sobre carreira, sucesso digital e próximos passos no sertanejo Gente: notícias, fotos e vídeos de famosos, celebridades, entretenimento e mais.

Fenômenos da nova geração do sertanejo, PH & Michel vivem um dos momentos mais marcantes da carreira ao transformar um simples ponto de ônibus em símbolo de sua trajetória. O local, que viralizou nas redes sociais e acumulou milhões de visualizações, agora ganha um novo significado: virou palco para a gravação de um DVD que reforça a identidade autêntica da dupla e sua conexão direta com o público.
Naturais de Goiás, os artistas já vinham construindo uma trajetória sólida antes mesmo do sucesso digital, com anos de estrada, músicas nas rádios e presença constante nos palcos. Ainda assim, foi a espontaneidade dos vídeos gravados no cotidiano que ampliou o alcance e apresentou PH & Michel a um público ainda maior, consolidando uma imagem leve, próxima e verdadeira.
O sucesso recente também passa por “Dona Onça”, faixa que cresceu de forma orgânica nas plataformas e redes sociais, especialmente no TikTok, onde se transformou em fenômeno. Com números expressivos e forte identificação do público, a música marca uma nova fase da dupla, unindo estratégia digital e consistência musical.
Agora, com novos projetos e planos para celebrar uma década de carreira, PH & Michel seguem apostando na inovação sem abrir mão da essência. Em entrevista exclusiva ao IG Gente, a dupla fala sobre viradas de chave, desafios do mercado e o que ainda vem pela frente.
O sertanejo sempre teve uma ligação muito forte com o rádio e com o palco tradicional. Vocês vieram de um caminho diferente, que foi a internet e o cotidiano. Em que momento vocês perceberam que o ponto de ônibus não era só um vídeo viral, mas uma estratégia de carreira? O que mudou na cabeça de vocês a partir dali?
Nós sempre tivemos uma ligação forte com o sertanejo tradicional e já vínhamos de 9 anos de estrada, com músicas tocando nas rádios e muita vivência de palco. O ponto de ônibus surgiu de forma despretensiosa, como um jeito leve de nos conectarmos com o público nas redes. Só que os vídeos ganharam uma proporção muito maior do que imaginávamos e ali percebemos que não era só um viral, mas uma virada de chave na nossa carreira. Passamos a alcançar um público que ainda não tínhamos atingido e a ser reconhecidos como “os meninos do ponto de ônibus”. A partir disso, transformar esse lugar em um projeto audiovisual se tornou algo essencial pra gente.
Gravar um DVD no mesmo ponto de ônibus onde nasceu o viral é quase como voltar ao início. Esse projeto representa mais um recomeço, uma reafirmação de identidade ou um novo posicionamento da dupla? Qual é a mensagem que vocês queriam passar com esse DVD?
Gravar esse DVD em um lugar totalmente inusitado vem da nossa vontade de sempre inovar e buscar formas de se destacar no mercado. Mas, além disso, também é uma forma de gratidão a esse lugar que nos apresentou a um público novo e aproximou ainda mais as pessoas da nossa história. A mensagem que queremos passar com esse projeto é justamente a descontração e a simplicidade que fazem parte do nosso jeito de viver e de fazer música.
“Dona Onça” cresceu de forma muito orgânica, principalmente no TikTok. Hoje, depois de viver isso na prática, o que vocês acham que faz uma música realmente conectar com o público? Dá pra planejar um sucesso?
Acho que todos esses fatores foram importantes pro sucesso de “Dona Onça”, mas, se for pra destacar, a identificação e a melodia chiclete fazem muita diferença. No fim, o sucesso depende de como o público se conecta com a história. No caso de “Dona Onça”, a gente já sentia que era um tema que as pessoas iam entrar na brincadeira, porque é algo que já faz parte do cotidiano. Transformar isso em música tinha tudo pra dar certo.
Na opinião de vocês, o que mudou na forma de construir uma carreira na música com a chegada da internet? Está mais fácil ou mais difícil se manter?
A principal mudança é que hoje o artista consegue se conectar diretamente com o público através das próprias redes sociais, o que diminui muito a barreira de entrada. Antes, essa construção dependia muito de rádio, TV e grandes estruturas. Hoje, o contato é mais direto, mais rápido e mais próximo. Por outro lado, isso também torna o mercado mais competitivo, então talvez até tenha ficado mais fácil começar, mas mais difícil se manter e se destacar a longo prazo.
Em que momento vocês sentiram que deixaram de ser uma promessa e passaram a ser vistos como realidade no mercado?
Tivemos vários momentos importantes na nossa carreira, mas um grande divisor de águas foi o trabalho do álbum de 2018. Com a música “Disk Recaída”, conseguimos uma visibilidade maior, inclusive com participação na televisão. A partir dali, nossa agenda começou a crescer e passamos a ser vistos com outros olhos dentro do mercado sertanejo, deixando de ser apenas uma promessa e nos consolidando como uma realidade.
Se pudessem dar um conselho para vocês mesmos no início da carreira, qual seria?
Um dos principais conselhos seria aproveitar cada momento da jornada. O início da carreira é cheio de fases simples, leves e muito especiais, que passam rápido demais. Às vezes a gente fica tão focado em chegar lá na frente que esquece de viver o processo e são justamente esses momentos que constroem quem a gente se torna depois.
O que o público pode esperar de PH & Michel daqui pra frente?
Ano que vem completamos 10 anos de dupla e a gente sonha em gravar um DVD especial para marcar esse momento. A ideia é fazer um projeto de celebração, com várias participações, reunindo pessoas que fizeram parte da nossa história ao longo desses anos. Mais do que um projeto, queremos que seja um marco na nossa carreira.
Com tanta visibilidade hoje, o que ainda emociona vocês?
O que mais emociona a gente é o carinho das pessoas e as histórias que elas compartilham com a gente. Cada mensagem, cada encontro, tudo isso tem um peso muito grande pra nós. Também nos emociona poder viver do nosso sonho, sabendo que isso é um privilégio. A gente é muito grato por tudo que vem acontecendo.
