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Lendo: Tatum O’Neal: mais jovem vencedora do Oscar teve vida dramática  
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Início » Blog » Tatum O’Neal: mais jovem vencedora do Oscar teve vida dramática  
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Tatum O’Neal: mais jovem vencedora do Oscar teve vida dramática  

Última atualização: 2 de março de 2025 16:24
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9 Min Leitura
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Em 1974, uma menina de 10 anos ganhou o Oscar. Trata-se de Tatum Beatrice O’Neal, até hoje a atriz mais jovem a ser premiada na cerimônia mais badalada do cinema mundial.

Na ocasião, ela foi laureada como Melhor Atriz Coadjuvante por sua performance em “Lua de Papel” (1973).

A sua interpretação no filme do diretor Peter Bogdanovich foi tão festejada que para muitos críticos da época ela deveria ter sido indicada para a categoria principal, a de Melhor Atriz.

“Lua de Papel” se desenvolve durante a chamada Grande Depressão de 1929, nos Estados Unidos, em uma das maiores crises do capitalismo.

Na trama, Tatum vive a pequena Addie, que cruza o caminho do protagonista, o vigarista Moses Pray, interpretado por Ryan O’Neal, pai da atriz.

A glória precoce contrasta com a vida de Tatum O’Neal. Na autobiografia “Uma Vida de Papel”, a atriz revela diversas tragédias que permearam sua caminhada.

A começar pela relação com o próprio pai. Ela conta que Ryan O’Neal, morto em 2023 aos 82 anos, teve uma reação explosiva ao saber que ela tinha sido indicada ao Oscar e ele não. Ressentido, o ator deu um soco na filha.

A premiação, que deveria ser uma lembrança doce, desapareceu de sua memória, segundo ela descreve no livro.

“O sentimento que mais associo à vitória no Oscar é uma tristeza avassaladora por ter sido abandonada por meus pais – ambos, pois minha mãe permaneceu em silêncio – mais uma vez”, narra Tatum na biografia.

Joanna Moore (1934 – 1997), mãe de Tatum, também era atriz e, na época da premiação da filha, era consumida pelo vício em álcool e outras substâncias.

A atriz afirma que mais à frente o pai mudou seu comportamento em relação à glória da filha e demonstrava orgulho. Eles ensaiaram uma reaproximação nos últimos anos da vida de Ryan.

“Era como se, de repente, ele visse que havia valor em ter uma filha vencedora do Oscar”, enfatiza.

A vida de Tatum foi marcada pelo distanciamento dos pais – Ryan O’Neal também era dependente químico – e por episódios de abuso que ela revelou ter sofrido.

Ela própria acabou se viciando em drogas como a heroína e tentou dar cabo da própria vida três vezes.

Em maio de 2020, aos 59 anos, ela ficou em coma por seis semanas após sofrer uma overdose que resultou em um derrame. “Quase morri”, declarou Tatum à revista “People”.

“Fui viciada a vida inteira, com altos e baixos nos últimos 30 a 40 anos”, afirmou a atriz na entrevista. Nos tratamentos de reabilitação ela precisou reaprender a ler, escrever e falar.

Além de Kevin, Tatum é mãe de Sean e Emily. Os três são fruto do casamento da atriz com o consagrado tenista John McEnroe.

O casamento com McEnroe (foto) durou oito anos. O divórcio foi litigioso, com o tenista obtendo vitória judicial pela guarda dos filhos alegando que Tatum era dependente química.

Uma curiosidade sobre a vida amorosa de O’Neal é que ela foi a primeira namorada de Michael Jackson. Ao menos, foi o primeiro relacionamento que o astro do pop expôs publicamente.

Além de “Lua de Papel”, Tatum atuou em outros filmes, como “Garotos em Ponto de Bala’ (1976), “The Runaways: Garotas do Rock” (2010) e “Possessão – O Último Estágio” (2019), mas não chegou nem perto de repetir o sucesso do filme que estrelou ainda na infância e deu a ela o Oscar.   Gente: notícias, fotos e vídeos de famosos, celebridades, entretenimento e mais.

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Em 1974, uma menina de 10 anos ganhou o Oscar. Trata-se de Tatum Beatrice O’Neal, até hoje a atriz mais jovem a ser premiada na cerimônia mais badalada do cinema mundial.

Na ocasião, ela foi laureada como Melhor Atriz Coadjuvante por sua performance em “Lua de Papel” (1973).

A sua interpretação no filme do diretor Peter Bogdanovich foi tão festejada que para muitos críticos da época ela deveria ter sido indicada para a categoria principal, a de Melhor Atriz.
“Lua de Papel” se desenvolve durante a chamada Grande Depressão de 1929, nos Estados Unidos, em uma das maiores crises do capitalismo.
Na trama, Tatum vive a pequena Addie, que cruza o caminho do protagonista, o vigarista Moses Pray, interpretado por Ryan O’Neal, pai da atriz.
A glória precoce contrasta com a vida de Tatum O’Neal. Na autobiografia “Uma Vida de Papel”, a atriz revela diversas tragédias que permearam sua caminhada.
A começar pela relação com o próprio pai. Ela conta que Ryan O’Neal, morto em 2023 aos 82 anos, teve uma reação explosiva ao saber que ela tinha sido indicada ao Oscar e ele não. Ressentido, o ator deu um soco na filha.
A premiação, que deveria ser uma lembrança doce, desapareceu de sua memória, segundo ela descreve no livro.
“O sentimento que mais associo à vitória no Oscar é uma tristeza avassaladora por ter sido abandonada por meus pais – ambos, pois minha mãe permaneceu em silêncio – mais uma vez”, narra Tatum na biografia.
Joanna Moore (1934 – 1997), mãe de Tatum, também era atriz e, na época da premiação da filha, era consumida pelo vício em álcool e outras substâncias.
A atriz afirma que mais à frente o pai mudou seu comportamento em relação à glória da filha e demonstrava orgulho. Eles ensaiaram uma reaproximação nos últimos anos da vida de Ryan.
“Era como se, de repente, ele visse que havia valor em ter uma filha vencedora do Oscar”, enfatiza.

A vida de Tatum foi marcada pelo distanciamento dos pais – Ryan O’Neal também era dependente químico – e por episódios de abuso que ela revelou ter sofrido.
Ela própria acabou se viciando em drogas como a heroína e tentou dar cabo da própria vida três vezes.

Em maio de 2020, aos 59 anos, ela ficou em coma por seis semanas após sofrer uma overdose que resultou em um derrame. “Quase morri”, declarou Tatum à revista “People”.
“Fui viciada a vida inteira, com altos e baixos nos últimos 30 a 40 anos”, afirmou a atriz na entrevista. Nos tratamentos de reabilitação ela precisou reaprender a ler, escrever e falar.
Além de Kevin, Tatum é mãe de Sean e Emily. Os três são fruto do casamento da atriz com o consagrado tenista John McEnroe.

O casamento com McEnroe (foto) durou oito anos. O divórcio foi litigioso, com o tenista obtendo vitória judicial pela guarda dos filhos alegando que Tatum era dependente química.

Uma curiosidade sobre a vida amorosa de O’Neal é que ela foi a primeira namorada de Michael Jackson. Ao menos, foi o primeiro relacionamento que o astro do pop expôs publicamente.
Além de “Lua de Papel”, Tatum atuou em outros filmes, como “Garotos em Ponto de Bala’ (1976), “The Runaways: Garotas do Rock” (2010) e “Possessão – O Último Estágio” (2019), mas não chegou nem perto de repetir o sucesso do filme que estrelou ainda na infância e deu a ela o Oscar.

 

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